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Masturbação antes, durante e após a menopausa: tudo que você precisa saber

Silvia Ruiz

15/05/2020 04h00

iStock

Maio é o Mês Internacional da Masturbação, proclamado em 1995 em homenagem à médica Joycelyn Elders, a primeira secretária de saúde negra dos EUA que foi demitida depois de sugerir que masturbação fosse incluída na educação sexual nas escolas no ano anterior. Provavelmente, se a gente tivesse passado por esse tipo de educação quando jovem não chegaríamos à idade adulta com tantos tabus em relação a um dos aspectos mais naturais da nossa sexualidade.

Em uma enquete rápida com seguidoras do meu Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) tive clareza do quanto nós mulheres exploramos pouco nosso corpo: 49% disseram que se masturbam regularmente, enquanto 51% responderam que nunca. Já a pesquisa Mosaico Brasil, liderada pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo revelou que apenas 3% dos homens disseram que nunca haviam se masturbado. Entre as mulheres, a porcentagem foi de quase 40%.  

Por isso imagino que muitas mulheres que já passaram dos 45 anos e podem estar perto ou já passado da menopausa devem ter chegado até aqui sem que ter explorado o próprio prazer em sua plenitude. Pois nunca é tarde para começar! Aqui vão algumas razões para você se animar com a ideia se esse for o seu caso. Para quem se masturba regularmente, a boa notícia é que ela pode inclusive ajudar a aliviar alguns sintomas indesejados da menopausa.

Masturbação protege a região genital Um dos sintomas mais incômodos para as mulheres no climatério (que inclui o período da menopausa em si, além dos anos que a antecedem) é a falta de lubrificação e dores nas relações sexuais com penetração causadas pela queda do hormônio estrogênio. Há uma atrofia dos tecidos vaginais, que começam a deteriorar pela falta de hormônio. Existem tratamentos para o problema, como terapia de reposição hormonal e o uso de lubrificantes, mas, manter uma vida sexual ativa também ajuda a aliviar. A masturbação, assim como atividade sexual com parceiro, aumenta o fluxo sanguíneo na região e pode ajudar a reduzir o desconforto. É quase uma lógica de, quanto mais usar, mais protegida a vagina vai ficar.

Masturbação ajuda a reduzir o stress O orgasmo faz nosso cérebro liberar endorfina, dopamina e ocitocina, o que traz o alívio do stress e uma sensação de bem-estar posterior. Um dos grandes motivos de falta de libido na idade adulta é o stress. E justamente masturbar-se ajuda a reduzir esse estado. O bem-estar pós orgasmo ajuda inclusive a melhorar o sono, outra questão que costuma incomodar as mulheres no climatério.

Masturbação melhora sua vida sexual Em primeiro lugar, muitas mulheres jamais chegaram a um orgasmo em relações sexuais com seus parceiros.  O Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo (Prosex), na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), concluiu uma pesquisa em 2017 que mostra que metade das brasileiras não tem orgasmo nas relações sexuais. Sim: METADE. E a masturbação é um ótimo caminho para as mulheres descobrirem o que dá mais prazer, facilitando chegar ao clímax que muitas vezes não acontece na penetração em uma relação heterossexual. Conhecer seu corpo na masturbação facilita guiar seu parceiro depois.

Masturbação melhora a libido Segundo a médica Soraia Casanova, ginecologista e especialista em medicina do estilo de vida, criar o hábito da masturbação pode ajudar muito as mulheres a entender o que as excita mais, além de "acordar" o cérebro para o prazer. Quanto mais a gente sente prazer, mais o cérebro vai querer repetir a experiência. Então se a coisa anda meio sem sal com o casal ou mesmo se você está solteira, faça um bem a você mesma: compre um vibrador, gel lubrificante (à base da água como o famoso KY) e arrume um tempo para experimentar sentir prazer sozinha. Já falei aqui sobre nove maneiras de melhorar a libido, e masturbação está entre elas.

Não sabe como começar? Brinquedos sexuais podem ajudar 

Eu costumo dizer que uma mulher que nunca experimentou um vibrador, não sabe o que é vida! Se você tem dificuldade para chegar ao orgasmo devido ao climatério ou jamais chegou a um na vida, um vibrador pode ajudar muito. Ele estimula as terminações nervosas do clitóris e pode ajudar a chegar lá. E mais: brinquedos eróticos não precisam ser usados só na masturbação, eles podem fazer parte de seus momentos com o parceiro (ou parceira). Aliás, taí uma boa pedida para a quarentena. Uma tour pelas sex shops online para escolher um vibrador para chamar de seu. Divirta-se!

 

 

Sobre Autora

Silvia Ruiz é jornalista e trabalha com comunicação digital e PR. Durante mais de 15 anos atuou na cobertura de saúde, bem-estar e estilo de vida. É apaixonada por alimentação natural, meditação e práticas holísticas. Mãe do Tom, do Gabriel e da Myra, tem bem mais de 40 anos e está tentando aprender a viver bem na própria pele em qualquer idade.

Sobre o blog

O que é envelhecer hoje? Este é um espaço com informações para a geração que tem mais de 40 e não abre mão de viver uma vida plena e, principalmente, saudável, independentemente da idade. Aqui não falamos em “anti-aging”, e, sim, em “healthy aging”. Dicas de alimentação, beleza, atividade física, carreira e estilo de vida para quem busca ser “ageless”.

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