Ageless http://ageless.blogosfera.uol.com.br Silvia Ruiz é jornalista e trabalha com comunicação digital e PR Fri, 23 Aug 2019 07:00:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Shots ajudam a combater de vontade por doce a envelhecimento precoce http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/08/23/shots-ajudam-a-combater-de-vontade-por-doce-a-envelhecimento-precoce/ http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/08/23/shots-ajudam-a-combater-de-vontade-por-doce-a-envelhecimento-precoce/#respond Fri, 23 Aug 2019 07:00:40 +0000 http://ageless.blogosfera.uol.com.br/?p=466

A primeira coisa que eu faço pela manhã ao acordar é virar um shot antioxidante. Muitas vezes mostro o preparo dele no meu perfil no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) e sempre surgem muitas mensagens com dúvidas sobre os benefícios desse hábito. Fato é que esses shots viraram moda nos últimos tempos, mas são usados há séculos na medicina oriental como a Ayurveda na Índia, onde beber água morna com limão em jejum ao acordar é uma prática comum.  Conversei com a nutricionista Karina Al Assal, especialista em nutrição funcional e fitoterapia e mestre em ciências pela Faculdade de Medicina da USP para entender melhor a ciência por trás dos shots.

Shots são doses superconcentradas de nutrientes e fitoquimicos e existem diferentes combinações que podem ser usadas com ingredientes como limão, gengibre, cúrcuma, própolis, canela e até pimenta. A ideia é dar para o corpo logo ao acordar e em jejum um estímulo para que ele tenha determinadas reações que beneficiam a saúde, melhoram certas condições que vão de má digestão até o combate ao envelhecimento precoce devido ao efeito antioxidante e anti-inflamatório (porque contém compostos que protegem o nosso corpo dos danos causados por radicais livres, os grandes vilões que causam o envelhecimento).

Como consumir os shots

A dica da nutricionista é tomar o shot logo ao acordar, antes do café da manhã. Assim vamos dar ao corpo logo cedo o estímulo para ele “ligar” os  genes envolvidos nos processos que queremos. “O contrário disso é comer um pão logo ao acordar, que vai dar um estímulo exagerado na nossa insulina, o que vai te deixar o resto do dia com mais fome, por exemplo”, diz Karina. Ela sugere que a gente vá fazendo um rodizio entre as combinações dependendo dos nossos objetivos. Importante: se você tem refluxo ou gastrite, o shot pode piorar a situação, portanto fale com seu médico antes ou evite ingerir.

Eu costumo tomar diariamente o meu shot com limão, gengibre e glutamina e própolis. Assim já dou aquela dose de antioxidante e ajudo na imunidade tudo de uma vez! A cúrcuma eu tomo em cápsula e por isso acabo não incluindo no meu shot.

Lembrete importante da Karina: não adianta nada tomar shot de manhã e depois passar o dia comendo uma dieta cheia de alimentos não saudáveis. Shot não é milagre! É mais uma estratégia que a gente pode incluir dentro de um estilo de vida saudável.

Vamos a algumas receitas:

Shot Antioxidate

Meio limão espremido em dois dedos de água num copo

1 colher chá de Cúrcuma em pó (antioxidante, antiinflamatoria, já falei da do poder da cúrcuma aqui). Adicionar uma pitada de pimenta do reino ajuda na absorção da cúrcuma

1 colher de chá de gengibre fresco ralado ou em pó (ajuda da digestão, imunidade, antioxidade e anti-inflamatório)

Variações: incluir uma colher de chá de spirulina ou clorela que são altamente antioxidantes

Shot para Imunidade

Meio limão espremido em dois dedos de água num copo

15 gotas de própolis

1 colher de chá de gengibre fresco ou em pó (ajuda da digestão, imunidade, antioxidade e anti-inflamatório)

Shot termogênico (para aumentar o metabolimo)

Meio limão espremido em dois dedos de água num copo

Uma pitada de pimenta cayena

Uma colher de chá de gengibre em pó ou fresco ralado

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Mulheres ageless: ela emagreceu 40 quilos e virou atleta depois dos 40 anos http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/08/16/mulheres-ageless-ela-emagreceu-40-quilos-e-virou-atleta-depois-dos-40-anos/ http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/08/16/mulheres-ageless-ela-emagreceu-40-quilos-e-virou-atleta-depois-dos-40-anos/#respond Fri, 16 Aug 2019 07:00:32 +0000 http://ageless.blogosfera.uol.com.br/?p=456

Crédito: Arquivo Pessoal

Um dos assuntos que mais rendem perguntas no meu perfil no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) é sobre ganho de peso depois dos 40 (e da dificuldade de perder os quilos extra depois dessa idade também). Sim, de fato nosso metabolismo cai muito a cada ano após uma certa idade, já falei por aqui dos motivos que fazem a gente engordar e como combater.

Por isso mesmo achei a história da jornalista gaúcha Rita Kroth, 46 anos, inspiradora por mostrar que, sim, é possível dar uma virada no estilo de vida depois dos 40 (e inclusive perder gordura e mudar o corpo). Dá trabalho, claro, exige muito mais persistência e consistência do que aos 20 ou 30, mas é totalmente possível. Ela perdeu 40 quilos, ganhou massa magra digna de atleta, virou competidora de crossfit e ainda voltou para a faculdade para estudar nutrição, inspirada pela mudança que conseguiu fazer na vida.

Nas fotos o que a gente vê é uma mulher quase irreconhecível. Mas, mais do que essa transformação externa que, entendo, muita gente quer ter também, a Rita ganhou de volta a saúde que já estava debilitada pelo excesso de gordura e vida sedentária. É claro que nem todo mundo almeja se tornar atleta como ela ou ter um corpo sarado. Não é sobre isso! Estamos falando da possibilidade de fazer uma transformação de saúde e de qualidade vida a qualquer tempo, independente da idade e dentro da realidade de cada um! Bati um papo sobre esse processo com ela:

A virada de chave

“Eu passei a vida num vai e vem de dietas e efeito sanfona. Até que cheguei aos 100 kg. Aos 40 procurei nutricionistas que me passaram dieta low fat (baixa em gordura) e consegui emagrecer 20 quilos, mas levou mais de três anos para isso, pois eu passava muita fome e furava demais a dieta. Ainda estava obesa, tive uma gravidez e no dia da festa de aniversário de 1 ano da minha filha, regada a muita pizza e chocolate, meu pai faleceu nos meus braços. Ele sofria de esteatose hepática (excesso de gordura no fígado) e síndrome metabólica. Aquilo foi um trauma muito grande, foi um grande sinal de alerta para mim. Aos 43 anos eu também já estava com esteatose e tinha duas crianças para criar. Foi daí que veio minha motivação.”

Dieta low carb e Jejum Intermitente

“Pesquisando nas redes sobre dieta acabei descobrindo sobre dieta low carb e percebi que era exatamente o oposto do que eu vinha fazendo com a low fat. Eu era completamente ignorante sobre dietas e achava que barrinha de cereal, comidas industrializadas ‘fit’ eram boas, mas gorduras naturais eram ruins. Parei tudo que estava fazendo, estudei muito e passei a mudar a alimentação para low carb e depois a dieta cetogênica (modalidade que reduz drasticamente os carboidratos e é baseada em proteínas e gorduras boas). Também estudei sobre jejum intermitente e comecei a praticar regularmente. Primeiro cortei pão, depois farinhas e todo o açúcar e meu peso começou a cair muito rápido. Em quatro meses perdi 20 quilos e cheguei a 56 quilos. Hoje mantenho a rotina e faço jejum regularmente, sigo fazendo low carb. Mas abro exceções, tomo um vinho de vez em quando, por exemplo (no período de emagrecimento cortei totalmente o álcool).”

Musculação e crossfit

Assim que emagreci vi que estava também sem massa magra nenhuma. Foi então que resolvi pegar pesado na musculação. Procurei uma nutricionista para me orientar no sentido de ganhar músculos, mas também nunca deixei de pesquisar por mim mesma. Cheguei num corpo que jamais imaginei que poderia ter, no melhor que já tive na vida! Mas nunca fui fã da musculação, achava enfadonho, então descobri o crossfit. Entrei de cabeça e me senti muito mais estimulada a treinar forte porque temos um time, isso motiva. Passei meu aniversário de 46 anos num campeonato de crossfit, chorei muito no final quando vi onde eu tinha chegado. Hoje me exercito de 4 a 5 vezes por semana.”

Mudança de pensamento

“Sempre que a gente faz dieta, fica pensando só no resultado. O que mudou para mim foi que descobri que o grande barato é o processo. Me apaixonei pelo processo da dieta low carb, de aprender, entender sobre o assunto. Tive prazer na caminhada e isso me ajudou a não abandonar mais o caminho. Perdi até amigos que não entendiam mais meu novo estilo de vida. Mas faz parte, a gente quando faz uma mudança radical na vida, precisa rever até as companhias.”

Beleza

“Não sou muito ligada em maquiagem, tratamentos, essas coisas. Fiz botox anos atrás e não gostei do resultado. Somente há pouco tempo fiz um tratamento de microagulhamento para a pele do rosto. Também assumi meus cabelos brancos, porque não quero que nada me escravize, nem o salão. Muita gente acha que fiz cirurgia plástica porque emagreci bastante e não fiquei flácida. Mas eu ganhei uma quantidade grande de músculo que me deixou firme. Não precisei retirar excesso de pele.”

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Fáscia: a rede que percorre todo seu corpo e pode causar dor ou bem-estar http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/08/09/fascia-a-rede-que-percorre-todo-seu-corpo-e-pode-causar-dor-ou-bem-estar/ http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/08/09/fascia-a-rede-que-percorre-todo-seu-corpo-e-pode-causar-dor-ou-bem-estar/#respond Fri, 09 Aug 2019 07:00:19 +0000 http://ageless.blogosfera.uol.com.br/?p=447

Crédito: iStock

Tem um novo termo da moda tomando conta das academias e estúdios de ioga e pilates: liberação miofascial. Nos últimos anos, a comunidade científica que estuda dores, movimento e até depressão passou a voltar a atenção a esse tecido conjuntivo que lembra uma grande rede e recobre todos os nossos músculos, nervos e órgãos do nosso corpo, a fáscia. Seu principal papel é manter tudo no nosso organismo no seu devido lugar. E, quando a gente fica mais velho, obviamente esse tecido também vai sofrendo danos.

Eu costumo postar no meu perfil no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) a automassagem que eu faço para “soltar” esse tecido com rolos e sempre gera muita curiosidade. O uso do “foam roller” (rolo de espuma) é apenas uma das técnicas usadas para a tal liberação miofascial, que hoje vai muito além do ambiente das academias. Fiquei obcecada por esse assunto quando descobri o quanto cuidar dessa fáscia é um grande segredo para o nosso bem-estar não só físico como emocional e grande responsável pela nossa mobilidade.

Os pesquisadores começam a descobrir que esse sistema, que é uma espécie de teia interna de consistência gelatinosa e totalmente conectada por nervos, irrigada com sangue e colágeno, tem relação direta não apenas com nossa capacidade de movimento, mas também com problemas como fibromialgia, fadiga crônica e dores no corpo em geral quando ela sofre danos ou está desorganizada.

“A fáscia é um dos sistemas mais amplos e importantes do corpo porque ele conecta todo o nosso organismo”, diz o fisioterapeuta e osteopata David Costa, “Quando sofre danos, afeta toda a nossa fisiologia. ”

E o que pode afetar esse sistema? Quando a fáscia perde a lubrificação no espaço entre ela e os músculos e órgãos, ela resseca e “endurece” formando nós, que se tornam pontos de tensão. A dor pode surgir no local ou até irradiar para outras partes do corpo.

E sabe qual o principal problema que afeta negativamente nossa fáscia? O estresse. “A gente tem que entender o estresse como a maneira que cada um reage aos estímulos do dia a dia, e isso é individual. Tem gente que pode passar uma tarde no trânsito e reagir mal e acabar estressado, enquanto outras podem lidar bem com isso.”, diz Costa.  O ponto é, o estresse e nossas emoções mais primitivas, como o medo, a raiva e a tristeza podem afetar o bom funcionamento e causar danos à fáscia. E é aí que podem surgir todo tipo de dores pelo corpo e emoções negativas. O contrário também é verdadeiro. Quando estamos felizes e relaxados tendemos a liberar mais substâncias no corpo que deixam a fáscia mais lubrificada e menos tensa.

Esse assunto não é exatamente novo, mas agora surgiu um boom de terapias manuais e com equipamentos para tratar os problemas causados pela tensão na fáscia através de sua liberação. “Existem várias técnicas diferentes, mas o objetivo é liberar esses pontos que estão tensos desequilibrando o sistema”, diz Costa. “Isso pode ser feito desde usando um rolinho, uma massagem profunda e até mesmo um toque sutil no corpo que dá um sinal para que ele relaxe. A escolha da técnica deve ser individualizada. ”

Eu, por exemplo, estava usando o tal rolo de espuma quase todos os dias da semana, mas Costa me deu um alerta: o excesso de estímulo na fáscia pode sobrecarregar o sistema ainda mais! Por isso tenha cuidado. Não se empolgue usando todas as técnicas ao mesmo tempo e nem todos os dias. Seja como for, eu me sinto mil vezes mais leve e relaxada quando uso essas técnicas de liberação.

Técnicas de liberação da fáscia

Massagem: sim, a velha e boa massagem tem exatamente esse papel de soltar a fáscia. Existem várias técnicas, desde a chinesa gua sha, que faz uma espécie de “raspagem” pela pele, até massagem manual profunda. Há também uma novidade que vem ganhando adeptos que são as massage guns (revolveres de massagem), mas novamente, muito cuidado: a ideia não é “massacrar” os pontos de dor, que podem ser afetados ainda mais.

Alongamento: mais uma técnica que muita gente faz e não tem ideia de que está esticando não só os músculos, mas também a fáscia, por isso é importante fazer sempre. Mas, de novo, para não sobrecarregar o tecido, nada de alongar depois da musculação, por exemplo. “O ideal é só alongar o grupo muscular trabalhado na musculação 24 horas depois”, recomenda David.

Foam Roller: os tais rolinhos de espuma e também até mesmo bolas de tênis e bolas de pilates podem ser usadas com técnicas de automassagem para soltar a fáscia. Mas não pense que tem que “forçar” nos pontos de dor para acabar com eles, pois isso pode causar mais danos.

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Insônia tem relação com menopausa: veja alternativas para tratá-la http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/08/02/insonia-durante-a-menopausa-e-comum-veja-alternativas-para-trata-la/ http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/08/02/insonia-durante-a-menopausa-e-comum-veja-alternativas-para-trata-la/#respond Fri, 02 Aug 2019 07:00:47 +0000 http://ageless.blogosfera.uol.com.br/?p=436

Crédito: iStock

Poucas coisas me derrubam na vida como uma noite mal dormida. Cuido demais do meu sono porque sei o quanto ele é importante. Mostro sempre no meu perfil no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) a rotina que sigo nesse sentido, como ir para a cama o mais cedo possível, luz baixa, uso de óleos essenciais, meditação. Por isso posso imaginar o sofrimento de mulheres que, ao se aproximar da menopausa, começam a enfrentar noites insones. E elas não sou poucas: 6 em cada 10 paulistanas sofrem com o problema na menopausa segundo pesquisa o Instituto do Sono da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

A chegada da menopausa, e o período que a antecede, chamado perimenopausa (que pode acontecer anos antes de a menstruação ir embora) provoca alterações hormonais dramáticas no nosso corpo. O grande culpado por isso são nossos ovários, que começam a produzir quantidades menores de hormônios-chave como estrogênio e progesterona. Quando os níveis desses hormônios caem, os sintomas da menopausa surgem, e um deles é justamente a insônia, afetando mulheres que dormiam bem até então.

“Existe uma oscilação cerebral causada pelas mudanças hormonais que interfere no ritmo do sono. Há uma ligação entre os processos da menopausa e dificuldades do sono, dificuldades respiratórias. E isso tudo acentua o quadro de depressão e ganho de peso que muitas mulheres vivem nessa fase”, diz a médica Vânia Assaly, endocrinologista, nutróloga e especialista em medicina preventiva.

Sintomas

A insônia pode ser diferente para cada pessoa. Mas em geral, envolve ter dificuldade de pegar no sono ou acordar no meio da noite. Sinais de alerta são:

– Dormir menos de seis horas por noite em mais do que três noites por semana

– Acordar com sensação de cansaço

– Acordar cedo demais (fora do seu padrão)

– Sentir cansaço e sono ao longo do dia

Tratamentos

Além da sensação de cansaço permanente e alterações no humor, a falta de sono reparador traz sérias consequências para a nossa saúde, que vai desde ganho de peso até depressão. Por isso é preciso buscar tratamento o quanto antes.

Reposição Hormonal

Reposição hormonal é a o primeiro tratamento para a insônia e também para todos os demais sintomas da menopausa e climatério (já sobre minha experiência com a reposição e seus benefícios). “Essa é a primeira opção, avaliando riscos, contraindicações, sempre com acompanhamento de perto e equilíbrio de todos os hormônios com uma relação correta de hormônios femininos e masculinos. Deve haver uma escolha individualizada nesse sentido”, diz Vânia.

Terapias alternativas

Algumas mulheres podem ter contraindicação para a reposição hormonal e, nesse caso, existem terapias alternativas que podem ajudar que cada vez mais são opções adotadas pela medicina:

  • Meditação Eu já disse aqui que a meditação mudou minha vida por vários motivos. Não me surpreende portanto que agora ela também está sendo usada para combater os efeitos da menopausa, principalmente a insônia. Um estudo da norte-americana Clinica Mayo, publicado em janeiro na The Journal of the International Menopause Society, revelou que mulheres que praticam mindfulness vivenciaram menos efeitos da menopausa. Portanto, se você ainda não faz meditação, está aí mais um motivo para começar já.
  • Fitoterápicos: os médicos (principalmente das linhas antroposófica e homeopática) vem usando medicamentos com princípios ativos de plantas para combater os sintomas da menopausa, como calores e insônia. Os dois mais comuns são Cimicífuga (ou Black Cohosh) e a tintura de Amora. Mas nada de sair se automedicando. Não é porque são naturais que não podem oferecer efeitos colaterais. Consulte um médico.  

Higiene do sono

Seja qual for a sua opção de tratamento, a higiene do sono, ou seja, cuidar da rotina da hora de dormir, é fundamental para tratar do problema. Alguns cuidados são:

– Alimentação leve e o mais cedo possível no jantar. O ideal é dormir sempre no mesmo horário e de preferência antes das 22h.

– Reduza os estímulos de tela à noite. Sabe aquela coisa de TV ligada e olho no celular? Acabe com isso! É difícil, mas coloque um prazo máximo para ficar com esses aparelhos ligados, pelo menos duas ou três horas antes da hora de dormir. A luz emitida pelas telas reduz a produção de melatonina, o hormônio que nos faz pegar no sono.

– Quarto e cama são locais para dormir. Deite somente na hora de realmente ir pegar no sono e apague a luz.

– Reduza as luzes e crie um ambiente calmo na casa ai cair da noite (abajur,  música calma etc)

– Tome um chá relaxante no final da tarde e começo da noite (camomila, erva cidreira, por exemplo) e de preferência elimine a cafeína da sua vida

– Óleos essenciais também ajudam a relaxar e a reduzir a ansiedade. Coloque algumas gotas de óleo de lavanda num difusor no ambiente no início da noite ou quando chegar em casa do trabalho.

–  Atividade física é fundamental. Assim como ter uma alimentação saudável. Sim, isso influencia diretamente no seu sono!

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Combater olheiras depois dos 40 exige combinação de tratamentos http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/07/26/combater-olheiras-depois-dos-40-exige-combinacao-de-tratamentos/ http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/07/26/combater-olheiras-depois-dos-40-exige-combinacao-de-tratamentos/#respond Fri, 26 Jul 2019 07:00:25 +0000 http://ageless.blogosfera.uol.com.br/?p=423

Crédito: iStock

Quando a gente começa a envelhecer, uma das primeiras evidências que aparecem no rosto (e que normalmente nos incomodam muito) são as olheiras. Eu sempre brinco nos meus posts no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) que meu corretivo é minha dignidade. Porque não dá para acordar todos os dias e sair para trabalhar parecendo que a gente não dormiu direito! E aí haja corretivo para tirar aquele ar de cansaço. Semana passada inclusive entrevistei a cineasta e apresentadora Marina Person (ex-MTV) que, aos 50, disse que o que mais a incomoda no envelhecimento são justamente as benditas olheiras.

O que causa o problema?

Com o passar dos anos, os músculos que sustentam as pálpebras enfraquecem e existe também uma reabsorção óssea, ou seja, uma redução dos ossos em volta dos olhos. Além disso, a gordura que temos nessa região e dá sustentação à pele é reabsorvida pelo corpo. “É aí que surge a olheira anatômica, pelo afundamento dessa área”, explica o dermatologista Gabriel Sampaio, membro-titular da Sociedade Brasileira de Dermatologista.  Essa redução da gordura de sustentação ainda deixa evidente uma outra gordurinha natural que a gente tem na pálpebra, que as pessoas chamam de “bolsa de gordura”. Na verdade essa “bolsinha” sempre esteve lá, mas não aparecia antes porque o tecido em volta também estava mais cheinho com a gordura estrutural.

Existem outros tipos de olheira também quando a pele das pálpebras inferiores podem parecer arroxeadas e acastanhadas. No primeiro caso, a pele parece roxa porque a pele é muito fina e translúcida e revela os vasos que estão logo abaixo (a chamada olheira vascular).  Há também o caso das olheiras que tem um tom mais castanho (olheiras melânicas) que ocorrem quando  há uma maior produção de pigmento nessa área, por causas genéticas. Esses dois tipos de olheiras podem ocorrer também em pessoas jovens, não é algo que exclusivo da idade.

Inchaço semelhante a bolsas também nessa área pode ser causado ainda por acúmulo de líquidos (até mesmo alergias podem provocar). Eu, que costumo ter sinusite, sofro com isso. Na TPM também, devido à retenção de líquidos, costumo ficar com a área bem mais inchada (nesse caso, uma boa massagem para drenar, aliada à compressas de chá de camomila gelado, me ajudam, veja abaixo). Mas nesse caso não é uma “bolsa” permanente, que vai e vem conforme a retenção de líquidos.

Portanto, as olheiras podem ter uma dessas causas ou a combinação delas: inchaço, flacidez da pele, pigmentação.

Como tratar

O tratamento de olheiras em geral é um grande desafio para os dermatologistas e que exige a combinação de mais de um tipo de tratamento. Segundo Sampaio, normalmente o primeiro passo é fazer um preenchimento com ácido hialurônico na área para repor o espaço da gordura que for perdida. “Esse é o procedimento básico, como se fosse colocar uma argamassa numa parece para uniformizar um fundo irregular”, diz o médico.

O segundo passo, caso ainda persista um pouco de depressão, é tratar a flacidez da pele. “Muitas vezes, o paciente acha que deveria preencher mais, mas aí existe o risco de se formar justamente uma bolsa no local”, diz o médico. Por isso o mais adequado é tratar a flacidez para e pele ficar mais “esticada” e, portanto, menos profunda. Para isso são indicados o ultrassom microfocado ou a radiofrequência micro-agulhada.

Para as olheiras roxas, o tratamento deve ser vascular, com o uso de laser Nd:YAG. Já as acastanhadas, causada por excesso de pigmento, o laser usado é o mesmo que serve para eliminar tatuagens.

O que dá para fazer em casa

Segundo o dermatologista, é fundamental manter a pele do local sempre muito bem hidratada. Ela é naturalmente mais seca, por isso não deixe nunca de aplicar um creme mais espesso nessa região.  Hidratar-se por dentro também é chave tanto para manter a pele hidratada quanto para eliminar o excesso de retenção de líquidos. Eu vejo claramente minha pele mais desvitalizada nos dias em que não bebo água direito. Evitar o excesso de sal também tem um papel importante, já que ele é um grande retentor de líquidos (para quem tem aquelas olheiras que vão em vem, não as bolsinhas permanentes).

Cigarro e álcool são inimigos mortais da pele como um todo, e especialmente da área dos olhos. Já está mais do que na hora de largar o primeiro! Já os drinks devem ser em moderação (seu corpo todo agradece, obviamente).

“Duas soluções clássicas ajudam muito a combater o edema por excesso de líquidos e o escurecimento: compressas de chá de camomila gelado e de pepino”. Segundo o médico, a camomila tem propriedades que ajudam a desinchar, ainda mais quando gelada. E o pepino possui ação clareadora.

Uma última regrinha: jamais durma de maquiagem. A regra é conhecida, mas a gente frequentemente a ignora. Mas dormir com resto de corretivo vai ressecar e irritar a área e só piora o quadro como um todo.

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Mulheres Ageless: aos 50, ex-MTV Marina Person rejeita saudosismo http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/07/19/mulheres-ageless-aos-50-ex-mtv-marina-person-rejeita-saudosismo/ http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/07/19/mulheres-ageless-aos-50-ex-mtv-marina-person-rejeita-saudosismo/#respond Fri, 19 Jul 2019 07:00:36 +0000 http://ageless.blogosfera.uol.com.br/?p=410

Foto: Instagram / @marinaperson

Quem, como eu, viveu os tempos áureos da MTV nos anos 90, tem a imagem da Marina Person muito viva na memória como a aquela VJ linda, inteligente, culta –a mais bacana do canal na minha opinião. Foram 16 anos na telinha do canal mais icônico para os jovens dos anos 90 e 2000 e que pautava tudo o que era cool e pop na época (mais dois que ela passou atrás das câmeras). Ser apresentador da MTV, aliás, era o sonho de consumo de todo mundo naquele tempo –tudo isso muito antes da internet roubar todos os holofotes e fazer dos youtubers de hoje as grandes referências.

E, vendo a ex-VJ apresentando o programa Magazine no canal Arte 1 dias atrás, fiquei imaginando como seria para alguém que teve a imagem tão atrelada à juventude completar 50 anos. Sim, senhoras e senhores, Marina nasceu em 1969. Bati um papo com ela sobre como se sente sobre isso e vi o quanto ela teve sabedoria e tranquilidade para chegar até aqui levando o melhor de cada momento, sem viver presa no passado.

Falamos desde o desafio de recomeçar a carreira aos 42 anos depois de deixar a MTV, até os cuidados com o corpo e a cabeça. Marina –que é formada em cinema, sua grande paixão — segue linda, mais ativa do que nunca (além do Arte1, ela atua na Rádio Eldorado e produz o programa gastronômico Marinando, fora os projetos para o cinema) e é mais uma daquelas mulheres que derrubam todos os clichês que a sociedade insiste em colar numa mulher de 50 anos.

Basta dar um passeio pelas fotos do Instagram dela (@marinaperson) para ver ali uma mulher que curte a vida, mergulha na cachoeira, se joga nos bloquinhos de Carnaval, vive o amor (até performance de rua com seu grupo de aulas de circo ela faz). Inspiração para quem vive dizendo que não tem mais idade para isso! Confira abaixo o nosso papo:

Envelhecimento

“Envelhecer para mim é natural, mas eu nunca senti essa coisa de ‘estou velha para isso ou aquilo’. Internamente, na cabeça, está tudo certo. Claro que o que incomoda mais a parte física, mas com isso você tem que se acostumar. A decadência física vem aos poucos, estão acho que estou me acostumando aos poucos também. Eu achei que os 30 iriam ser terríveis. Depois os 40. E eu continuo aqui agora aos 50, me adaptando à idade.

“Uma pessoa que é muito referência para mim nesse sentido é o Caetano Veloso. Ele tem a idade que tem, mas está sempre se renovando, se aproximando de quem está fazendo música nova, não tem uma coisa de viver no passado, e também não nega que está envelhecendo.

“Lógico que me preocupo com o final da vida, com ter menos tempo aqui. Por outro lado, nessa idade sua cabeça está tão mais legal. Então tem que curtir esse momento como ele é.”

Beleza

“O importante é ficar de bem com o espelho. Eu vejo fotos dos meus 30 anos e, sim, óbvio que era mais bonita. Mas e daí? As olheiras me incomodam, adoraria não ter. Mas no final não faço nada, não gosto de botox. Eu reparo nas mulheres da minha idade que fazem muitas intervenções. Em vez de ver um rosto mais jovem ou mais bonito, vejo um rosto obviamente mexido. E eu tenho muito medo disso. Por isso não faço nada.”

Cuidados com o corpo

“Sou muito zelosa com o autocuidado, com a saúde. Eu acho que o mais importante de tudo é dormir bem. Para mim, isso faz toda a diferença. Eu tenho a sorte de ter um trabalho que me permite ter um horário mais livre, então posso dormir bem. Me cuido muito, faço Yoga há 16 anos e também faço musculação. Sou super ligada nisso, faço atividade física de quatro a cinco vezes por semana. Me alimento bem também, acho que isso tudo ajuda.

“Não cheguei ainda na menopausa, mas estou me preparando para isso. Às vezes sinto um certo calor na madrugada, mas nada além disso.”

Maternidade

“A maternidade foi algo que acabou não rolando na minha vida, mas tenho uma enteada de 13 anos. Eu me separei aos 33, acabei me casando de novo só aos 39, eu até tentei, já era um pouco tarde e acabou não acontecendo. Mas acho que se fosse uma prioridade para mim eu teria tido antes. Então não era.”

Amigos

“Eu odeio esse papo de dizer: ‘sou velho, não consigo me entender com a nova geração’. Escuto muita gente da minha idade reclamar disso, de não se adequar aos tempos, ficar num saudosismo. Os meus amigos, as pessoas com que eu convivo mais hoje tem em média 30 anos. Um dos meus melhores amigos tem 23, meu marido tem 7 anos a menos que eu. Então idade nesse caso não faz a menor diferença. Claro que sinto falta de algumas coisas do passado, como receber uma carta de alguém, ter aquele registro de correspondência. Ou de ter álbuns de fotos impressas. Mas não vivo remoendo isso”

Reinvenção aos 42

“Eu saí da MTV aos 42 anos e comecei tudo de novo. Na verdade, voltei para o cinema, que era minha origem. Eu sempre quis fazer cinema, mas, como o momento no Brasil não era propício, não havia investimento nenhum, acabei indo trabalhar na MTV meio que sem querer e fiquei 18 anos. Eu não fiquei presa naquilo. Foram anos incríveis, foi muito bom, sou grata, ganhei dinheiro, comprei apartamento. Mas não fiquei presa a isso e voltei a fazer o que eu gostava quando saí.”

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Como lidar com a síndrome do ninho vazio quando os filhos saem de casa http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/07/12/como-lidar-com-a-sindrome-do-ninho-vazio-quando-os-filhos-saem-de-casa/ http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/07/12/como-lidar-com-a-sindrome-do-ninho-vazio-quando-os-filhos-saem-de-casa/#respond Fri, 12 Jul 2019 07:00:36 +0000 http://ageless.blogosfera.uol.com.br/?p=402

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Diz a lenda que a gente cria os filhos para o mundo. Sempre achei que precisava educar os meus para serem independentes, justamente para chegarem preparados a este momento da vida. Eis que chega a hora da verdade: suas crianças crescem e se vão. E temos que seguir sem eles por perto. Só não me liguei que quem também precisava estar preparada era eu! Quem me acompanha no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) já deve ter reparado o quanto meus filhos são presentes no meu dia, não escondo que sou do tipo mãezona mesmo. Exageradamente mãezona.

Minha filha mais velha saiu de casa para morar sozinha aos 19. Não foi fácil, mas ainda restavam dois em casa: o do meio, de 18 anos, e um pequeno, de apenas dois, que nos exigia bastante atenção, então meio que não foi uma crise muito grande.

Agora chegou a hora do filho do meio partir, aos 24. Vai morar longe, na Europa, sem planos para voltar. Tudo certo, tudo lindo, não é isso que sonhamos para o nosso filho, afinal? Eis que, ao vê-lo arrumar as coisas para a mudança, eu e meu marido nos pegamos aos prantos. Não é exatamente tristeza. Estamos muito felizes com a decisão dele. Mas ao mesmo tempo não imaginei que o momento pudesse trazer à tona tantas emoções. Me dei conta de que a tal síndrome no ninho vazio que eu só ouvira falar, pode ser bem real para alguns pais.

É um sentimento dúbio. Porque ao mesmo tempo em que encorajamos, a partida é dolorida. E deixar de viver o cotidiano dos filhos (ainda que, sabemos, muitas vezes pode ser cansativo e um pé no saco), imaginar o dia a dia sem a companhia constante deles, dá um certo aperto no peito.

“Síndrome do Ninho Vazio é uma coisa, sentir a perda é outra. Tudo depende também do tipo de família. As que vivem uma rotina juntas, jantam, tomam café, etc. vão sentir mais a falta.”, diz a psicóloga clínica Liliana Seger, Coordenadora do Grupo de Transtorno Explosivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da da USP. “É um final de um ciclo para os pais que pode ser bem dolorido.” A síndrome não é exatamente um diagnóstico psicológico clínico, mas é um fenômeno no qual os pais vivenciam sentimentos de tristeza e perda quando os filhos saem de casa. Principalmente o último filho.

Segundo a psicóloga, em casos extremos a síndrome pode até evoluir para depressão. “Uma mãe solteira ou que abdicou da carreira só para cuidar dos filhos, por exemplo, pode ter mais dificuldade para viver a nova realidade do que uma que trabalha, que tem outras realizações além da maternidade. O mesmo serve para casais que vivem um casamento infeliz, que tinha o filho como desculpa para não ter que enfrentar a situação. ”

Como lidar com o ninho vazio? Obviamente que sentir a falta dos filhos é normal. Mas, se você estiver se sentido muito triste ou com a sensação de perda, procure agir. Se puder, prepare-se antes, quando já souber que o filho vai se mudar. Fale sobre isso, faça planos com ele de como vão manter a proximidade mesmo morando em casas separadas.

Fique em contato Eu confesso, sou a mãe que fala com a filha todos os dias. Mais de uma vez ao dia. Não tenho pudor nenhum de ligar só para dar um oi, mesmo sem assunto. Mas não é isso que as mães fazem? (minha mãe sempre fez comigo e eu não entendia por que! Agora eu sei!).

Use a tecnologia a favor Liliana também sugere que os pais aproveitem os aplicativos de vídeo como Facetime ou Skype para reproduzir um momento em família quando os filhos saem para morar em outra cidade, por exemplo. “Na hora do jantar, colocar o filho à mesa e bater papo via aplicativo como se ele estivesse ali ajuda muito”

Compartilhe o que está sentindo Se achar que a coisa está além do normal, não tenha medo de pedir ajuda para um profissional, como um psicólogo. Muitas mulheres acabam vivenciando a saída dos filhos justamente junto com a menopausa, o que pode dificultar mais a situação. Dividir seus sentimentos com outros amigos passando pelo mesmo momento também pode ajudar.

Foque nas vantagens “Temos a tendência de pensar só no que falta. Mas e o que sobra? Já pensou no que te dá prazer além dos filhos?” Para Liliana, o final desse ciclo de paternidade pode ser o começo de uma redescoberta individual. Retomar coisas que não fizemos porque estávamos cuidando dos filhos, por exemplo.

Seja como for, no meu mundo ideal a família moraria toda na mesma rua, de preferência em uma vila, cada filho com sua casinha… Como isso não é possível no momento, vou enxugar as lágrimas e seguir em frente. E, Gabriel, se você estiver lendo este texto, pode se preparar para receber seus pais no sofá da sala no próximo Natal! E boa viagem! Pode voar que o mundo é seu! Estaremos sempre aqui para o que der e vier.

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Seis cuidados básicos de pele para quem está chegando na menopausa http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/07/05/seis-cuidados-basicos-de-pele-para-quem-esta-chegando-na-menopausa/ http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/07/05/seis-cuidados-basicos-de-pele-para-quem-esta-chegando-na-menopausa/#respond Fri, 05 Jul 2019 07:00:03 +0000 http://ageless.blogosfera.uol.com.br/?p=395

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Se você já está na menopausa ou está chegando perto dela, já deve ter percebido que, não bastassem todas as alterações físicas internas que nosso corpo passa, temos uma ainda uma mais evidente: nossa pele também muda, às vezes de maneira radical.

No meu caso, por exemplo, passei a vida brigando com as espinhas que teimavam em aparecer sem parar devido à oleosidade. Isso me fez passar anos usando a mesma rotina de pele: sabonetes anti-oleosidade de manhã e à noite, jamais usei cremes de nenhuma espécie, somente séruns fininhos para hidratar. E até o protetor solar diário tinha que ser muito leve para não piorar as espinhas.

Eis que, de uns meses para cá, apesar de não estar na menopausa ainda (e mesmo fazendo reposição hormonal, como já contei aqui), minha pele mudou da água para o vinho. As espinhas sumiram (essa foi a parte boa), mas, em compensação, a pele ficou super seca, evidenciando muito mais as linhas finas em volta dos olhos. E a pele do corpo, então? Sinto como se vivesse no deserto. Falei sobre isso no meu perfil no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) e muitas mulheres me disseram que estão passando pelo mesmo processo.

Segundo Fernando Macedo, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a culpa dessa mudança toda é a queda do nível do estrogênio. “Com a baixa desse hormônio (que pode começar alguns anos antes da menopausa de fato), a pele fica mais fina e perde a capacidade de lubrificação natural”, diz ele. Isso sem falar no fato de que o corpo perde a capacidade de produção de colágeno que é justamente o que dá sustentação e elasticidade à pele.

Portando, se nossa pele muda, a rotina precisa mudar também. No caso do colágeno, a coisa é mais complicada, exige tratamentos mais complexos em consultórios dermatológicos. Mas, no dia a dia, dá para melhorar muito a parte mais superior da pele com a rotina caseira.

1. Hidrate muito

Nossa pele fica mais seca, isso porque as glândulas sebáceas ficam menos ativas.  Por isso é importante hidratar a pele muito mais do que quando mais jovem. As linhas finas, principalmente, ficam muito mais evidentes se a pele está desidratada. “Recomendo que se troque os séruns, que são muito leves, por cremes mais emolientes”, diz Macedo. Foi exatamente o que eu fiz. Hoje em dia, até mesmo óleos para a pele eu tenho usado. Procure os cremes com consistência mais cremosa e oleosa em vez de séruns e loções, que são mais leves.

2. Reforce a área dos olhos e o pescoço

“A área dos olhos já é naturalmente mais seca, por isso exige mais atenção”.  Por isso, ainda que sua pele do rosto como um todo não esteja tão seca, nessa área vale buscar um creme mais grossinho. “Muita gente usa os melhores cremes no rosto e se esquece do pescoço, que acaba ficando muito mais descuidado e com mais rugas”, diz o dermatologista. Por isso, se for usar um creme leve no rosto (afinal nem todo mundo vai ficar com a pele tão seca), opte por uma versão mais pesada para olhos e pescoço.

3. Cuidado com o sabonete

Mais uma vez, cuidado para não piorar ainda mais o ressecamento com sabonetes. Procure os mais leves e próprios para pele seca (normalmente eles fazem bem pouca espuma), de preferência próprios para o rosto. Fique longe daqueles anti-oleosidade, que vão ressecar demais.

4. Não abandone o filtro solar

Apesar de muito das nossas manchas e rugas serem causadas pela exposição ao sol dos 20, 30 anos, não podemos descuidar da proteção solar. Até porque a proteção natural da pele também diminui com a idade. Não saia de casa sem aplicar um protetor SPF 30 ou mais alto depois de aplicar o hidratante.

5. Seja consistente

Segundo Macedo, é visível a diferença de pele de mulheres idosas que passaram a vida usando hidratante regularmente daquelas que usavam vez ou outra. “Mesmo aquelas mulheres que usavam cremes muito básicos que existiam antigamente, as que usaram a vida toda chegam da velhice com menos rugas só por terem hidratado regularmente a pele. Não precisa ser o creme mais caro, precisa ter frequência. ” Portanto, nada de preguiça, hidratação tem que fazer parte do dia a dia como escovar os dentes.

6. Escolha os ativos certos  

Hoje existe uma febre de perfis no Instagram e canais no Youtube que falam sobre pele. São tantas dicas e recomendações, que a gente acaba ficando confusa com o que escolher. Mas a verdade é uma só: poucos ativos têm comprovação científica de sua eficácia. E não precisamos de tantos produtos assim para ter a pele bem cuidada. Macedo recomenda que a consulta com  um dermatologista para entender o que é ideal para cada um. Mas, via de regra, os ativos com mais comprovação são os seguintes:

Vitamina C (combate o foto-envelhecimento). Macedo alerta que algumas formulas são mais oleosas do que outras (algumas mulheres reclamam que causam espinhas). Se você tiver a pele mais oleosa, procure a vitamina com o veículo mais seco. Eu mesma testei duas marcas até chegar a uma que funcionou para mim. O importante é verificar a potência: pelo menos 15% de vitamina C na formula.

Ácido Hialurônico (hidratação). Esse é um dos melhores hidratantes para a pele pois ele “agrega” água à pele. Mais uma vez, o ativo pode vir tanto em fórmulas mais leves (séruns) quanto em mais oleosas (cremes). Escolha o que for melhor para a sua pele

Retinol e Ácido Retinoico (renovação da pele e combate o foto-envelhecimento). O ácido retinoico é uma forma ativa da Vitamina A e é mais forte e mais irritante para a pele do que o Retinol, uma versão mais branda (ele inclusive é considerado um medicamento, não um cosmético, por isso é importante consultar um dermatologista antes de usar). Já o retinol é encontrado facilmente em cremes dermocosméticos em farmácias. Ambos são as melhores opções para ajudar a reduzir as linhas finas.

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Usar aparelho nos dentes depois dos 40 é cada vez mais comum http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/06/28/usar-aparelho-nos-dentes-depois-dos-40-e-cada-vez-mais-comum/ http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/06/28/usar-aparelho-nos-dentes-depois-dos-40-e-cada-vez-mais-comum/#respond Fri, 28 Jun 2019 07:00:23 +0000 http://ageless.blogosfera.uol.com.br/?p=386

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Se você chegou até depois dos 40 anos com os dentes desalinhados, tortos, das duas, uma: ou não arrumou quando mais jovem por falta de recursos ou porque não se importou muito com o problema, certo? Eu, por exemplo, me enquadro no segundo caso. Tenho um dente canino proeminente que passou batido a vida toda e, que, quando passou a me incomodar, já me achava velha demais para encarar um sorriso metálico. Eis que somente agora, quase aos 50, estou me preparando para encarar o ortodontista pelos próximos dois anos. Falei sobre isso no meu perfil no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) esta semana e recebi várias mensagens de pessoas da minha idade que estão de aparelho também.

O fato é que é cada vez mais comum adultos buscarem tratamento ortodôntico. “É possível fazer um tratamento em qualquer idade, desde que o paciente esteja com a saúde bucal em ordem”, diz Fabio Bibancos, dentista especialista em ortodontia. Segundo ele, é frequente receber pacientes que não possuíam recursos financeiros quando jovens ou que passaram a se incomodar mais com a imagem e o sorriso justamente com o envelhecimento.

Mais: pode acontecer de pessoas que usaram aparelho na adolescência ou na infância terem recidivas com o passar dos anos. Ou ainda os casos de dentes que se movem e ficam desalinhados devido à perda óssea que nós temos normalmente ao envelhecer (principalmente nos dentes inferiores da frente).

Seja como for, existem opções hoje para quem quer resolver o problema, inclusive aqueles alinhadores transparentes que colocam os dentes no lugar e são praticamente imperceptíveis (até Gisele Bündchen confessou ter usado poucos anos atrás). De acordo com a Associação Paulista de Ortodontia, do total das pessoas que usam alinhadores ortodônticos, entre 40% e 50%  têm mais de 30 anos.

“Muita gente mais velha tem constrangimento de usar o aparelho fixo tradicional, então essa opção sem dúvida é interessante”, diz Bibancos. De fato, segundo a Align, a América Latina é a região do mundo com o maior crescimento de ortodontistas treinados para usar o sistema Invisalign, o pioneiro nesse tipo de alinhador. Em 2017, o aumento foi de 110%.

Segundo o ortodontista Renato Mussa, diretor técnico da empresa, a maioria dos pacientes que procuram o tratamento até pouco tempo eram as mulheres. “Os homens estão começando a descobrir essa facilidade agora”, diz o especialista.

Aparelho fixo ou alinhadores transparentes?

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Os dois processos, seja o aparelho tradicional fixo quanto os alinhadores, trazem o mesmo efeito final. Porém, existe a questão do custo, já que os alinhadores são bem mais caros. “Recomendo para pacientes que são disciplinados e vão usar corretamente”, diz Bibancos. Isso porque, como os alinhadores podem ser tirados para comer ou escovar os dentes, por exemplo, e o paciente tem que ter a consciência de que só vai ter resultado se usar o alinhador por longos períodos de tempo (no mínimo 20 horas por dia).

Segundo Mussa, para a colocação dos alinhadores, primeiro são feitos modelos digitais a partir de um escaneamento dos dentes do paciente. O ortodontista então planeja o tratamento pelo computador e determina quanto tempo será necessário para o tratamento. Depois, os alinhadores são produzidos fora do Brasil e importados dos EUA. Durante o processo, o paciente precisa trocar as placas aproximadamente a cada uma ou duas semanas.

As vantagens, além da discrição, são poder comer sem ficar com aquele pedaço de alface preso no aparelho e permitir a higiene mais fácil dos dentes. Mas as facilidades têm seu preço: enquanto um aparelho fixo custa em média R$ 2.500, o Invisalign chega a pouco mais de R$ 10 mil para o tratamento completo (já existem outras empresas entrando no Brasil disputando o mercado, como Clear Aligner, Smart Aligner entre outros).

Se a opção for pelo aparelho fixo, Bibancos recomenda os metálicos tradicionais em vez daqueles modelos branquinhos, os de porcelana. “Essa versão mancha demais, escurece. Acho melhor adotar os metálicos e assumir que está de aparelho e pronto”, diz o dentista. Existe também uma opção de colocar o aparelho fixo na parte de trás dos dentes, o que esteticamente agrada muita gente, mas Bibancos faz um alerta: “Eu não recomendo, além de causar muitas lesões na língua, dificultam demais a higienização dos dentes, e os pacientes acabam cheios de cáries. ” Ou seja, fuja dessa opção!

O tempo de tratamento, em média, tanto para o fixo quanto para o alinhador, é de um ano e meio a dois anos. Mas, para quem esperou até aqui, até que não é tanto tempo, vai!

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Existe idade certa para realizar plástica no rosto? Saiba quando fazer http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/06/21/existe-idade-certa-para-realizar-plastica-no-rosto-saiba-quando-fazer/ http://ageless.blogosfera.uol.com.br/2019/06/21/existe-idade-certa-para-realizar-plastica-no-rosto-saiba-quando-fazer/#respond Fri, 21 Jun 2019 07:00:24 +0000 http://ageless.blogosfera.uol.com.br/?p=376  

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Eu sempre jurei que jamais faria uma cirurgia plástica. Não por preconceito, que aliás, não tenho nenhum. Não julgo quem carrega suas marcas de expressão no rosto com orgulho assim como respeito totalmente quem prefere mudar o nariz, os seios ou dar uma apagada nas marcas do tempo na pele. É que sou daquelas que morrem de medo de qualquer tipo de cirurgia. Mas, de uns tempos para cá, minhas pálpebras começaram a me incomodar. Já não sei nem mais onde aplicar a sombra na hora da maquiagem (entendedoras entenderão!). E não é que o bisturi passou a não me assustar mais tanto assim?

Comecei a pesquisar o assunto e a falar com outras mulheres que já passaram pelo procedimento para ver se me animo. Numa rápida enquete no meu perfil no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) descobri dezenas de seguidoras que já “entraram na faca”. O número não é de espantar: o Brasil está em segundo lugar com mais cirurgias plásticas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. E os procedimentos mais procurados são, nessa ordem: aumento de mama, lipoaspiração e justamente a tal blefaroplastia  (cirurgia das pálpebras), segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

A questão é: existe hora certa para fazer plástica no rosto? Conversei com o cirurgião plástico Marcelo Araújo, chefe de equipe de urgência, na especialidade de cirurgia plástica, no Hospital Israelita Albert Einstein e que trabalhou com Ivo Pitangui, para saber mais sobre o assunto:

Segundo o médico, a maioria dos pacientes que fazem o face lifting hoje (mulheres e homens) tem entre 45 e 60 anos. “A pálpebra já é um caso à parte. Até porque há um aspecto genético, familiar. Pode acontecer de pessoas bem mais jovens terem bolsas e flacidez e recorrerem à cirurgia mais cedo”, diz Araújo, que é conhecido por fazer cirurgias com resultados “leves” e naturais e por isso é um dos preferidos entre atrizes e celebridades.

Ele explica que o avanço dos tratamentos dermatológicos vem fazendo com que as cirurgias da face sejam cada vez menores. “Hoje o terço superior da face, como a testa, se resolve facilmente com Botox ou lasers de última geração.”  Já o terço inferior é mais complicado de resolver no dermatologista. Cantos da boca caídos, aquele aspecto de buldogue no contorno do maxilar e o pescoço flácido são bons indicadores para a cirurgia.

Mas dá para evitar aquela cara “repuxada” que às vezes a gente vê em mulheres que fizeram o lifting? “A cirurgia de face evoluiu muito de 15 anos para cá. A grande diferença é que hoje a técnica mais moderna é menos sobre puxar a pele e, sim, uma fazer uma reestruturação das estruturas internas da face, como levantar a musculatura e às vezes até repor a gordura que perdemos com a idade com a própria gordura de outra região do corpo do paciente”, explica Araújo. Isso porque o que acontece com o nosso rosto ao envelhecer não é apenas a flacidez da pele. Nós perdemos gordura e músculos que sustentam o rosto. Por isso a cirurgia hoje tem um resultado mais natural do que quando os médicos apenas retiravam o excesso de pele.

E a cicatriz? Costuma ser bem pequena. Nas pálpebras elas ficam praticamente invisíveis e, no rosto, um pequeno risquinho perto da orelha, em geral disfarçada pela raiz do cabelo.

Seja como for, cirurgia é sempre uma cirurgia, que implica em riscos, portanto escolher o profissional certo faz toda a diferença. Em qualquer fase da vida, antes de se decidir pela cirurgia plástica, o cuidado na escolha da clínica e do profissional onde o procedimento será realizado são essenciais.  A recomendação do médico para o caso específico de cirurgia de rosto é procurar um profissional experiente. Isso porque a técnica é extremamente precisa e exige anos de prática, ao contrário de uma lipoaspiração ou colocação de prótese de silicone, considerados procedimentos mais “simples” pelos cirurgiões.

Troque informações com ex-pacientes do cirurgião escolhido, isso sempre vale a pena. Não vá pelas indicações da primeira blogueira que encontrar nas redes sociais! Cuidado!

Outra coisa importante. Não invente de fazer a cirurgia para ficar bonita na foto do casamento da melhor amiga daqui a um mês! Embora o tempo de recuperação mais intenso seja de cerca de 30 dias, o resultado final de um lifting de rosto pode levar até seis meses. E não é para sempre. O efeito dura cerca de dez anos, já que a pele volta e envelhecer.

E eu, que completo hoje 49 anos, declaro oficialmente que dos 50 minhas pálpebras não passam!

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