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Por que eu parei de me pesar todos os dias e emagreci

Silvia Ruiz

14/12/2018 04h00

Crédito: iStock

Durante muitos anos, assim como tantas outras pessoas, eu tive uma balança no meu banheiro. E me pesava religiosamente todos os dias pela manhã. Sem roupa, até o anel eu tirava para não dar diferença! E aquela subida na balança acabava dando o "tom" do meu dia. Um quilo a menos era razão para sair radiante, feliz. Meio quilo a mais, ainda mais se viesse depois de uma noite de excessos, era motivo para sentimento de culpa e para passar o resto do dia preocupada com o que estava comendo.

Obviamente essa não era uma relação saudável. Só me dei conta disso depois de muitos anos de "relação abusiva" com a bendita quando ela finalmente quebrou e me vi ansiosa por não ter aquele controle matinal diário. Conversando com meu terapeuta, descobri que ela me fazia mais mal do que bem. Em vez de comprar uma nova, ele me recomendou buscar outros mecanismos para administrar meu peso. E foi assim que nunca mais uma balança entrou em casa.

Acontece que um belo dia, sem me dar conta, "ganhei" seis quilos que só descobri ao me pesar em uma consulta médica (falei sobre o ganho de peso depois dos 40 em outro post). Mas foi também nessa consulta que a avaliação de composição corporal por bioimpedância entrou na minha vida, a pedido do médico. E passei a ter uma ferramenta muito mais eficiente para entender o que está acontecendo com o meu corpo, que vai muito além de quilos a mais ou a menos na balança.

Mostrei há alguns dias no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) o resultado comparativo de duas dessas avaliações feitas num intervalo de quatro meses e muita gente ficou surpresa com o resultado. Nesses quatro meses, meu objetivo era perder um pouco de gordura e também ganhar massa magra.

O exame que eu fiz é bem simples. No método aplicado em mim a gente sobe em um equipamento especial, a balança de bioimpedância, que possui sensores nos pés e para as mãos. O equipamento é capaz de mensurar o percentual de hidratação, gordura corporal e massa magra.

No meu caso, apesar de o peso total (aquele que a gente vê em qualquer balança comum) ter permanecido praticamente o mesmo depois de quatro meses, eu perdi dois quilos de gordura e ganhei quase o mesmo peso de músculo! Ou seja, mesmo sem mudanças na balança, eu emagreci. E se eu estivesse me pesando em casa, teria ficado muito chateada e achando que minha dieta e rotina de exercícios não estavam surtindo efeito, afinal a balança não refletia essa mudança de composição corporal. Para mim, isso seria suficiente para dar aquela frustrada que inevitavelmente me levaria a abandonar a dieta ou comer a mais por conta de ansiedade.

Conversei com o educador físico e especialista em avaliação de composição corporal Ricardo Camargo, da empresa ElevatoFit. Ele chama atenção pela obsessão que as pessoas têm pelo peso na balança, que nem sempre reflete uma composição corporal saudável. "Pessoas consideras 'magras' porque tem peso baixo na balança, mas que se alimentam mal e não fazem atividade física podem na verdade ter muito mais gordura do que deveriam", diz o profissional. Por isso é tão importante considerar todas as variáveis nessa avaliação, não apenas o peso. Além disso, Ricardo lembra que há uma flutuação natural do nosso peso, ao longo do dia por conta da ingestão de líquidos, do período menstrual, até mesmo da quantidade de sal que comemos e pode causar retenção de líquido. "Portanto a balança não é um método confiável sozinha para monitorar o que está de fato acontecendo com nosso corpo."

Ricardo alerta que há diferentes métodos para se fazer avaliação corporal e que elas vão dar resultados diferentes muitas vezes. Então o ideal é sempre refazer o exame com a mesma pessoa e seguindo o mesmo método. Há desde a medida de dobras cutâneas até o uso da balança de bioimpedância que usa uma corrente elétrica para fazer a medição da composição corporal.

O fato é que desde que passei a não viver em função do meu peso, passei a ter uma tranquilidade muito maior para seguir uma dieta balanceada e minha rotina de exercícios, sem ficar obsessiva com a balança. E por incrível que pareça, não só emagreci, como passei a manter o peso (ou melhor, a composição corporal!) sob controle. E não tem nada melhor do que me ver livre daquele trambolho no meu banheiro!

Se você quiser experimentar, um exame de bioimpedância custa entre R$ 100 e R$ 250, e é realizado até em algumas academias hoje em dia.

Sobre Autora

Silvia Ruiz é jornalista e trabalha com comunicação digital e PR. Durante mais de 15 anos atuou na cobertura de saúde, bem-estar e estilo de vida. É apaixonada por alimentação natural, meditação e práticas holísticas. Mãe do Tom, do Gabriel e da Myra, tem bem mais de 40 anos e está tentando aprender a viver bem na própria pele em qualquer idade.

Sobre o blog

O que é envelhecer hoje? Este é um espaço com informações para a geração que tem mais de 40 e não abre mão de viver uma vida plena e, principalmente, saudável, independentemente da idade. Aqui não falamos em “anti-aging”, e, sim, em “healthy aging”. Dicas de alimentação, beleza, atividade física, carreira e estilo de vida para quem busca ser “ageless”.