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Como escolher cremes para a pele na farmácia sem errar

Silvia Ruiz

19/10/2018 04h00

Crédito: iStock

Eu sou daquelas que não pode entrar numa farmácia. Vou comprar pasta de dentes e perco meia hora do meu dia. Sempre sou abduzida e fico ali praticamente num transe em frente daquelas paredes de prateleiras de cremes. Leio rótulos, experimento quase todos os testers e ainda bato um papinho com a promotora de plantão. Mas, no final, quando compro, saio com os mesmos produtos de sempre, com medo de errar e gastar dinheiro à toa (falo sobre meus favoritos no instagram @silviaruizmanga, me siga lá também).

A cada dia surgem novas marcas, novas funções para os cremes, novas promessas de reduzir rugas, olheiras, etc., mas o fato é que a gente precisa de poucos e bons produtos. Conversei com duas especialistas no assunto para entender como escolher direito, a dermatologista Verônica Tariki, membro Sociedade Brasileira de Dermatologia e a farmacêutica e cosmetóloga Mika Yamaguchi.

Em primeiro lugar, é importante deixar claro que existe uma diferença entre cosméticos comuns e os chamados dermocosméticos. Os primeiros agem superficialmente, apenas hidratando a pele (Creme Nivea ou Johnson´s, por exemplo). Já os dermocosméticos são capazes de penetrar nas camadas mais profundas da derme e são obrigados pela Anvisa a apresentar em sua composição ativos que de fato atuem no que o produto promete. "Se o creme diz que é antirrugas, por exemplo, tem que ter os ativos comprovados que atuem nesse benefício", diz Mika (marcas como La Roche Posay, Vichy, Skinceuticals e Dermage, por exemplo, estão nessa categoria).

Crédito: iStock

O que buscar no seu creme ideal

Uma das coisas mais importantes é ficar atenta aos ativos. Para um tratamento personalizado, você deve consultar um dermatologista, mas Verônica dá algumas dicas para os cuidados básicos, que são hidratar, combater os radicais livres (que causam envelhecimento) e estimular a produção de colágeno (responsável pela sustentação da pele). Você não necessariamente vai encontrar todos esses ativos em um único produto, mas é possível escolher os que possuem um ou mais ou comprar produtos diferentes, cada um com uma substância. O fato é que, com estes três ingredientes, você já vai estar com uma boa cobertura para o dia a dia. Para tratamentos mais específicos, como manchas, olheiras profundas, etc., procure um dermatologista, sempre. Além disso, não saia de casa sem um protetor solar de fator 30 pelo menos (aplicado sobre o seu creme).

Ácido Hialurônico: tem alta capacidade de reter água na pele e por isso é muito hidratante, além de funcionar para qualquer tipo de pele. As células da pele produzem ácido hialurônico naturalmente para mantê-la hidratada, mas a poluição, a idade, etc. tendem a fazer os níveis do ácido ficarem baixos. Além de ter um ar mais saudável, a pele bem hidratada reduz significantemente a aparência das rugas.

Vitamina C: inibe a agressão de radicais livres devido a ação antioxidante, além de ter ação de estímulo de colágeno. "O ideal é que o produto tenha no mínimo 15% de vitamina C em sua composição", diz Verônica. Confira sempre o rótulo. Quanto maior concentração, mais caro o produto, em geral. No caso de vitamina C, especificamente, nada de comprar o creme e deixar por meses no banheiro. A substância oxida muito facilmente em contato com o ar e perde a eficácia (tem que guardar em ambiente bem fechado).

Retinol: cremes à base de retinol, um derivado da vitamina A, costumam ser usados à noite e atuam na renovação das células e estimulam a formação de colágeno, proporcionando uma pele mais lisa e com menos manchas.

Os dermatologistas costumam prescrever os dermocosméticos e também fórmulas para serem preparadas em farmácias de manipulação. Mas existem diferenças? "Sim, em primeiro lugar, com a prescrição conseguimos fazer algo personalizado, com os ativos que cada pessoa precisa. Além disso, podemos ter uma concentração maior de determinados ativos", diz Verônica. Outra diferença costuma ser na questão dos conservantes. As fórmulas manipuladas trazem menos conservantes (porque não vão precisar ter vida longa na prateleira da farmácia). Eu, por exemplo, sigo um tratamento que combina dermocosméticos comprados em farmácia com manipulados. Mas sem exageros, sem gastar fortunas e sem acreditar em promessas milagrosas.

Sobre Autora

Silvia Ruiz é jornalista e trabalha com comunicação digital e PR. Durante mais de 15 anos atuou na cobertura de saúde, bem-estar e estilo de vida. É apaixonada por alimentação natural, meditação e práticas holísticas. Mãe do Tom, do Gabriel e da Myra, tem bem mais de 40 anos e está tentando aprender a viver bem na própria pele em qualquer idade.

Sobre o blog

O que é envelhecer hoje? Este é um espaço com informações para a geração que tem mais de 40 e não abre mão de viver uma vida plena e, principalmente, saudável, independentemente da idade. Aqui não falamos em “anti-aging”, e, sim, em “healthy aging”. Dicas de alimentação, beleza, atividade física, carreira e estilo de vida para quem busca ser “ageless”.